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Se ligue nos links (30 de maio) | Blog do Helio Gurovitz


1) A derrota do Brasil para o novo coronavírus Sars-CoV2 é tema de reportagens da Reuters e da Economist. Na New Yorker, Masha Gessen critica as guerras culturais em torno da Covid-19. Na CNN, Tara John contesta a visão de que as quarentenas sejam mais nocivas que o próprio vírus. A eficácia delas para deter o contágio é comprovada por mais um estudo na revista da Associação Médica Americana (Jama). Dois epidemiologistas de visões opostas respondem ao ensaio de Jonathan Fuller na Boston Review sobre o valor das evidências científicas durante a pandemia: Marc Lipsitch e John Ioannidis.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, nesta quarta-feira (27/5), para anunciar os planos de reabertura do estado durante a pandemia — Foto: PAULO LOPES/BW PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

2) O Covid Strategy e o Governo de Nova York apresentam modelos para acompanhar os indicadores pandêmicos durante a retomada das atividades. Estudo preliminar de pesquisadores britânicos no repositório ArXiv sugere como reabrir a economia controlando os riscos de uma nova explosão na pandemia.

Cidades do interior do RN aumentam restrições do isolamento social contra a Covid-19 — Foto: Divulgação

3) O perfil etário das vítimas da Covid-19 é analisado em estudo preliminar do demógrafo francês Christophe Guilmoto no repositório MedRxiv. No blog da London School of Economics, Neil Monnery explica a importância de fazer ajustes demográficos na hora de analisar os indicadores de mortalidade da doença. Demógrafos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decifram as diferenças regionais na composição etária das vítimas brasileiras. No Elder Research, Peter Bruce mostra que a presença de doenças anteriores, como diabetes ou pressão alta, pode ser ainda mais relevante que a idade para deteminar o risco de morte.

Blitz de combate ao coronavírus é realizada na MG-353, em Juiz de Fora — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

4) Em estudo preliminar no repositório MedRxiv, cientistas da Universidade Federal de Uberlândia comprovam a subnotificação nos números da Covid-19 no estado de Minas Gerais. Outro estudo preliminar, também no MedRxiv, apresenta os métodos usados pelos pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas para verificar a extensão do contágio pelo Sars-CoV2 no Rio Grande do Sul, depois estendidos a todo o Brasil. A presença de anticorpos capazes de neutralizar o vírus é constatada em estudos preliminares realizados em hospitais e com doadores de sangue franceses.

Estruturas em formato de coroa recobrem a superfície do novo coronavírus — Foto: Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo

5) Cientistas americanos investigam a evolução do novo coronavírus nos Estados Unidos e na Europa em estudo preliminar no BioRxiv. Noutro estudo preliminar, também no BioRxiv, pesquisadores japoneses desvendam como uma das proteínas do vírus inibe a produção de uma das principais moléculas mensageiras do sistema imunológico humano. Pesquisa na Cell explora as características genéticas do vírus para mostrar como ele atinge diferentes partes do sistema respiratório.

6) A dificuldade de calcular o número de células no corpo humano é o desafio de um estudo de 2013 na Annals of Human Biology, reproduzido pelo Fermat’s Library. O BioRxiv traz ainda um estudo preliminar sobre a profusão de estudos preliminares durante a pandemia.

Dominic Cummings dá declaração no dia 25 de maio de 2020 — Foto: Jonathan Brady/Pool/Reuters

7) Na Foreign Policy, Owen Matthews analisa a crise provocada no governo britânico por Dominic Cummings, principal assessor de Boris Johnson, acusado de desrespeitar as normas da quarentena.

8) Na New York Review of Books (NYRB), Samuel Moyn explica por que é um absurdo fazer comparações entre a atualidade e o nazismo. Também na NYRB, Peter Gordon responde defendendo a importância dos paralelos históricos.

Manifestação em Londres com imagem de Stálin em 2016 — Foto: AP

9) Artigo de 2017 na Cell descreve o ressurgimento na Rússia de um movimento nacionalista em defesa de Trofim Lysenko, o pseudo-cientista ligado a Josef Stálin que liderou as pesquisas agrícolas soviéticas entre as décadas de 1930 e 1950.

Harvey Weinstein, denunciado por agressão sexual nas reportagens de Ronan Farrow, chegar a seu julgamento em Nova York no último dia 6 de janeiro — Foto: AP Photo/Seth Wenig

10) No Quilette, Jonathan Kay lamenta a resposta às denúncias sobre a qualidade do jornalismo praticado pelo repórter Ronan Farrow, responsável por algumas das principais denúncias que deram origem ao movimento #MeToo. Na Los Angeles Review of Books, Stephen Rohde analisa como as guerras culturais transformaram as virtudes em armas.

11) No Observer, Ian Black resenha o novo livro de Thomas Hedgehammer sobre Abdallah Azzam, uma espécie de Che Guevara do terrorismo jihadista. Também no Observer, Vanessa Thorpe investiga se a trama de um dos principais mistérios de Agatha Christie foi copiada de um escritor norueguês.

12) Na NYRB, Sigrid Nunes discute a obra do romancista Garth Greenwell, conhecida pelas descrições quase pornográficas.

Seleção de livros de Philip Roth retirados da estante de um fã — Foto: Helio Gurovitz/G1

13) Na Tablet, Jesse Tisch mergulha nas cartas do escritor Philip Roth. Também na Tablet, Emily Benedek narra a história do quadro furtado do holandês Willem de Kooning encontrado na casa de um casal de aposentados no Novo México.



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