in

Rebaixada à fase vermelha, Franca pede verba ao governo de SP para ampliar leitos de UTI | Ribeirão Preto e Franca


“Estamos no limite e precisamos da participação do estado. Se há possibilidade de mais 20 leitos na Santa Casa, a obrigação de financiar é do estado. Vamos atrás, junto com todos os prefeitos [da região], de buscar essa solução para a população”, diz Vergara.

A taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 na região de Franca é de 69,9%, o que representa 4,4 leitos para cada 100 mil habitantes, de acordo com indicadores analisados pelo governo de São Paulo com base em dados das secretarias municipais de Saúde até quinta-feira (25).

Procurado pelo G1, o governo de SP informou que 25 respiradores já foram enviados aos serviços de saúde dos municípios da região, sendo 10 para a Santa Casa de Franca, cinco para a Santa Casa de São Joaquim da Barra e dez respiradores para a Prefeitura de Franca, contribuindo para a ativação de leitos.

Ainda segundo o governo, R$ 4,9 milhões foram repassados às prefeituras para fortalecimento da rede assistencial, dos quais R$ 3,5 milhões apenas para Franca.

A partir de segunda-feira (29), os serviços não considerados essenciais pelo governo estadual, como shoppings e o comércio em geral, devem fechar as portas em Franca e nos outros 21 municípios que fazem parte da Diretoria Regional de Saúde (DRS) 8. A situação será reavaliada no dia 14 de julho.

Santa Casa de Franca, SP — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

Além da ocupação das UTIs, o governo estadual analisou a quantidade de novos casos, mortes e internações por Covid-19 nos últimos sete dias comparados aos sete dias anteriores.

Em 18 de junho, Franca tinha 199 casos. Uma semana depois, no dia 25, eram 299 pessoas infectadas. Até o momento, oito moradores da cidade morreram por complicações do novo coronavírus.

O coordenador de saúde diz que a Prefeitura adotou novas medidas para conter o avanço da doença no município, como a aplicação de testes rápidos em profissionais da saúde e da segurança, mas já esperava que o aumento no número de casos ocorreria.

“Já tínhamos levantamentos de que essa curva [de casos] iria aumentar a qualquer momento. Agora é uma realidade. Em 15 dias, dobramos o número de infectados. O trabalho que a gente fez contribuiu, mas temos a obrigação de identificar e saber aonde vamos atacar”, diz Vergara.

Franca (SP) diz que vai testar todos os profissionais da saúde pública para Covid-19 — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

O coordenador diz ainda que os prefeitos e os secretários de saúde das cidades que fazem parte da DRS-8 estão se unindo para encontrar soluções em conjunto. Ele afirma, no entanto, que falta consciência à população.

“A contaminação está nas pessoas que não se importam, não estão usando máscara, não estão mudando seus hábitos de lavar as mãos, então a população precisa ajudar. Não basta o poder público nem os políticos, e sim a população como um todo”, diz Vergara.

Criado pelo governo estadual, o Plano São Paulo prevê uma “retomada consciente” em cinco etapas de flexibilização gradual da quarentena. As regiões são classificadas em fases de acordo com os critérios definidos pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

Os indicadores avaliam: a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o total de leitos a cada 100 mil habitantes, além de número de mortes, de novos casos e internações por Covid-19 dos últimos sete dias comparados aos sete dias anteriores.

  • Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
  • Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
  • Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
  • Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
  • Fase 5, azul: “Normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de SP/Divulgação



Ir para fonte da informação