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PF investiga compra do governo do Pará de respiradores chineses que não funcionam | Pará


Correção: O G1 errou ao informar que o valor da compra foi de R$ 400 milhões. O preço foi de R$ 50 milhões. A informação foi corrigida às 23h27.

Pelas redes sociais, o governador Helder Barbalho informou que exige a entrega imediata dos 400 respiradores,e m pleno funcionamento, e que acionou a embaixada da China para intermediar a situação.

Os equipamentos chegaram na segunda-feira (4), junto com 1.580 bombas de infusão, que permitiriam a instalação de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 e foram enviados para hospitais de Belém, Santarém, Marabá, Breves e Capanema.

No total, foram comprados 400 respiradores que, somados, custaram R$ 50,4 milhões, além de 400 monitores multiparamétricos, 400 oxímetros de pulso e 1600 bombas de infusão, totalizando R$ 100 milhões em investimentos, segundo o governo.

Segundo o MPF, os possuem uma deficiência técnica que impede o uso para pacientes com Covid-19.

Um empresário foi preso, em Belém, na última sexta-feira (8) e outro é investigado pela venda ao governo do Pará. Um dos empresários também está envolvido na venda de equipamentos hospitalares defeituosos ao governo do Rio de Janeiro e foi preso, após mandado expedido pela justiça estadual da capital carioca.

O Ministério Público Federal (MPF) já enviou uma recomendação ao estado pedindo mais transparência nas operações de compra e aquisições realizadas pelo governo com recursos federais. A investigação corre em sigilo.

O governo do Pará, em nota, informou que desconhece a empresa investigada no Rio de Janeiro. O governo disse ainda que apoia toda investigação e que tem suas contas abertas e transparentes.



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