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Mais de 150 indígenas foram infectados pelo novo coronavírus no AM; 12 mortes são registradas | Amazonas


Entre as regiões que tiveram casos confirmados, o Alto Rio Solimões registrou o maior número: são 100 casos e 9 mortes. Em Manaus, são 25 casos confirmados, e Parintins, outros 20 confirmados e uma morte. Dos 3 casos confirmados na região do Alto Rio Negro, 2 indígenas morreram.

Ainda de acordo com o boletim de atualização de casos, outros 21 indígenas com suspeita de Covid-19 seguem em investigação e 30 foram descartados. Desde o início dos registros, 112 dos indígenas confirmados já estão fora do período de transmissão da doença, segundo a FVS-AM.

Indígenas vítimas do novo coronavírus

O primeiro caso de coronavírus em índio foi registrado no Amazonas, em uma jovem de 20 anos que atua como agente de saúde no Distrito Sanitário Especial Indígena. Ela contraiu o vírus de um médico e acabou contaminando sua mãe, filha e vizinho. Depois de passar 14 dias em isolamento domiciliar na aldeia São José, município de Santo Antônio do Içá, 879 Km distante de Manaus, ela deixou de apresentar os sintomas da doença e é considerada fora do período de transmissão.

Primeira indígena diagnosticada com novo coronavírus está recuperada, diz Sesai. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Primeira indígena diagnosticada com novo coronavírus está recuperada, diz Sesai. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

No dia 9 de abril, o governo identificou a primeira morte de índio no estado. Um Kokama de 44 anos, sem histórico algum de comorbidade. Dois dias depois, foi confirmada a segunda morte: um índio de 78 anos. Todos moradores da região do Alto Solimões, no Sudoeste do Amazonas.

No dia 11 de abril, o então ministro da saúde, Luis Henrique Mandetta, anunciou que o governo federal vai construir um hospital de campanha em Manaus, para atendimento de indígenas. A informação também foi dita pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, durante coletiva online, no dia 14 de abril. Sobre a previsão de entrega, o governo estadual diz que a responsabilidade sobre a obra ficará com o Ministério da Saúde, que ainda não respondeu ao G1.

Pandemia gera colapso no AM

A pandemia do novo coronavírus gerou um colapso no sistema público de saúde, que opera com quase 90% dos leitos ocupados. O sistema funerário da capital também entrou em colapso por conta do aumento de mortes. Caixões têm chegado à capital por meio de barco, para abastecer o estoque da rede privada de funerárias, que opera em seu limite.

O número de mortes em Manaus disparou desde o início da pandemia do novo coronavírus até o dia 25 de abril e está 108% acima da média histórica. A análise exclusiva para o G1 foi feita pelo epidemiologista Paulo Lotufo, da USP, com base em dados capturados do Portal da Transparência do Registro Civil pelo engenheiro de software Marcelo Oliveira.

Para os especialistas, a taxa revela a subestimação das estatísticas oficiais. Em uma análise entre os dias 21 e 28 de abril, a quantidade de mortes por síndromes respiratórias e causas indeterminadas no Amazonas aponta que o número de pessoas que morreu por Covid-19 pode ser sete vezes maior do que o divulgado oficialmente.

Número de mortes por Covid-19 triplica a média diária de enterros em Manaus

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