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Haitianos lideram ranking de imigração para a Região Metropolitana de Campinas | Campinas e Região


Os haitianos são os principais imigrantes a se mudarem para a Região Metropolitana de Campinas. De acordo com o Atlas 2019 da Imigração, lançado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) nesta segunda-feira (29), eles respondem por 33% dos estrangeiros que procuraram e se estabeleceram na RMC entre os anos de 2009 e 2019.

Os dados foram feitos com base nas autorizações de residência emitidas pelo governo, quer sejam vistos temporários, permanentes ou humanitários. Não foram computados, no entanto, quem solicitou refúgio no país, uma vez que estes ainda aguardam decisão do União sobre a concessão.

De acordo com o Atlas, a Venezuela é o segundo país de onde as pessoas mais migram para a região de Campinas. Logo depois estão Colômbia e China.

Imigração para a Região Metropolitana de Campinas

Segundo o Atlas 2019 da Imigração, foram mais de 31 mil novos registros

Fonte: Atlas da Imigração/Unicamp

Conforme o estudo, foram 31.747 novos registros ativos no período, a maioria deles na metrópole, que concentra 62,29% destes imigrantes. Americana (7,22%) e Indaiatuba (5,8%) aparecem logo depois no ranking de destinos mais procurados.

“É preciso que a sociedade tenha conhecimento de que o Brasil está na rota das imigrações. As áreas mais dinâmicas do Brasil, como a Região Metropolitana de Campinas, em termos de economia, de serviços, de prestação de serviços, são onde essa população mais vulnerável encontrará em algum momento pós-pandemia a possibilidade de uma inserção laboral”, diz a professora Rosana Baeninger, colaboradora da Unicamp.

Imigração para a Região Metropolitana de Campinas

Mais de 31 mil pessoas se estabeleceram entre 2009 e 2019

Fonte: Atlas da Imigração/Unicamp

Essa população que chega ao país muitas vezes precisa de mais auxílio. A situação, no entanto, ficou ainda mais complicada com a pandemia de coronavírus (Sars-CoV-2) que já infectou mais de 14 mil pessoas na região e acarretou no fechamento do comércio e de postos de trabalho.

“[Eles] necessitam das mesmas coisas que o restante da população, mas com um pouco mais de incidência. As questões de alimentação são questões importantes. Muitos imigrantes refugiados trabalhando na área de restaurantes, padarias, self-services, foram atingidos em cheio. Enfim, a realidade não é diferente do restante da população, mas a situação já data, dessa população de maior vulnerabilidade social, acaba impactando mais”, afirma Fábio Custodio, diretor do Departamento de Direitos Humanos de Campinas.

“É de fundamental importância que as políticas locais estejam atentas a esse novo fluxo migratório e que, no âmbito de uma região metropolitana, possa fazer sim uma gestão integrada dessa população imigrante e refugiada na metrópole”, completa a professora.

De acordo com a Unicamp, a elaboração do Atlas busca promover educação, pesquisa e extensão acadêmica voltada à população em condição de refúgio.

Imigração na Região Metropolitana de Campinas — Foto: Reprodução EPTV



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