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Com mães em outras cidades, moradoras de Juiz de Fora vão comemorar data especial à distância | Zona da Mata


Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Dia das Mães é comemorado neste domingo (10). Desta vez, a data especial será celebrada de uma maneira diferente. Por causa da doença, mães e filhas estão em isolamento social em cidades diferentes.

O G1 conversou com três moradoras de Juiz de Fora e com as mães, que moram em outros locais. Algumas delas, contaram à reportagem, que pela primeira vez irão passar a data longe da família e dos amigos.

“Minha mãe é minha base, raiz, rainha, minha melhor amiga. Com ela, aprendi a ser o que eu sou hoje”, foi assim que a profissional de telemarketing, Jussara Rodrigues da Silva, de 44 anos, descreveu a aposentada, Marilene Rodrigues Coelho, de 64 anos.

Separadas neste Dia das Mães, as duas tentam superar a distância de aproximadamente 185 km. A mãe, mora em Nova Iguaçu (RJ) e a filha, em Juiz de Fora. “Espero que na próxima data, possamos comemorar bem juntinhas”, destacou Jussara Rodrigues.

Ao G1, Marilene Rodrigues contou que a data sempre foi “comemorada com muita comida, de preferência churrasco”. Mas diante da pandemia do coronavírus, a aposentada ressaltou que “o isolamento social é necessário para a proteção das pessoas que amamos”.

  • “É um desejo realizado. Ser mãe para mim é tudo, pois eu amo meus filhos” – Marilene Rodrigues
  • “Sou grata por ter tido a criação que ela me deu” – Jussara Rodrigues
A mãe, Marilene Rodrigues, e a filha, Jussara Rodrigues.  — Foto: Jussara Rodrigues/Arquivo Pessoal

A mãe, Marilene Rodrigues, e a filha, Jussara Rodrigues. — Foto: Jussara Rodrigues/Arquivo Pessoal

Pela primeira vez, a professora de história, Luciana Gouvêa, de 50 anos, vai passar longe dos filhos. “É um momento muito difícil de viver. Temos que abrir mão da convivência das pessoas mais importantes das nossas vidas, para preservar a saúde de todos”.

A profissional de educação mora em Recreio (MG). Já a filha, Letícia Gouvêa, de 24 anos, em Juiz de Fora. “Sempre passamos juntas. Normalmente comemoramos com um almoço diferente. Ela recebe flores do marido e presentes dos filhos”, contou a jornalista.

  • “É a razão de viver. É ser eternamente grata a Deus por ter me dado a chance de ser mãe e ter uma mãe” – Luciana Gouvêa
  • “Minha mãe é minha base. Faço tudo pensando na felicidade dela” – Letícia Gouvêa
Déa Desiré, e a mãe Raimunda Santos. — Foto: Déa/Arquivo PessoalDéa Desiré, e a mãe Raimunda Santos. — Foto: Déa/Arquivo Pessoal

Déa Desiré, e a mãe Raimunda Santos. — Foto: Déa/Arquivo Pessoal

A estagiária de psicologia, Déa Desiré de Oliveira, de 45 anos, mora em Juiz de Fora há dois anos. Já a mãe dela, Raimunda Santos, de 77 anos, reside Conselheiro Lafaiete (MG). As duas, estão há dois meses sem se ver por causa da Covid-19.

De acordo com a aposentada, o dia é atípico. “O momento requer cautela e distanciamento entre nós devido o coronavírus”. Déa Desiré afirmou que não pode colocar a mãe em risco. “Todo cuidado neste momento é importante”, complementou.

Aproveitando o momento especial, Raimunda Santos resolveu abrir o coração e escreveu uma mensagem para a filha. Veja abaixo:

Obrigada por poder expressar aqui o meu sentimento de tristeza por passar esta data, tão importante para nós, distante dela.

É com grande carinho e emoção que envio um saudoso abraço a ela. Brevemente nos veremos, assim espero.

Grande beijo, filhota. Te amo!”

Já a estagiária de psicologia, também deixou uma mensagem para a mãe dela. “É meu porto seguro. A pessoa que eu sempre posso recorrer. Tem uma grande representatividade na minha vida”, finalizou.



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