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Barretos, SP, avança à fase laranja e reabre comércio com restrições a partir de segunda-feira (29) | Ribeirão Preto e Franca


Além da lojas de rua, também podem voltar a funcionar shoppings, escritórios, concessionárias e imobiliárias, com horário restrito de funcionamento e uso de álcool em gel e máscara facial para proteger tanto os clientes quanto os funcionários.

Dona de uma rede de lojas de roupas há 50 anos no Centro de Barretos e no shopping local, a comerciante Arlete Peroni comemora a reabertura do comércio, após uma queda de até 60% no faturamento desde o início da quarentena, mas alerta.

“Foi um impacto muito grande”, diz. “Nunca vimos uma situação dessa. Para a gente, tudo é muito novo e alarmante. Estamos há 100 dias com restrições. Foi um susto. Mas foi um alerta também: as pessoas não estavam levando a sério, e precisam conscientizar. Se todos colaborarem, vai melhorar. Quanto mais o pessoal ficar em casa, mais cedo nós vamos retornar à nossa normalidade.”

Centro comercial de Barretos, SP — Foto: Reprodução/EPTV

Na primeira divulgação do Plano São Paulo, no final de maio, a região de Barretos foi classificada pelo governo estadual na fase amarela, que permitia uma abertura maior de estabelecimentos, até mesmo restaurantes, bares e salões de beleza.

A situação da Covid-19 piorou entre os dias 1º e 15 de junho e houve uma reclassificação por parte do governo paulista para Barretos, que caiu para a fase vermelha e precisou fechar as portas do comércio novamente.

A Prefeitura editou um decreto mantendo a abertura, mesmo contrariando as determinações do estado, mas a Justiça obrigou o fechamento.

Agora, com a nova classificação, a retomada precisa respeitar um tempo determinado de funcionamento. Lojas e shoppings só podem funcionar quatro horas por dia e devem fechar aos domingos.

“A nossa preocupação, o que a gente vem falando já há mais de 90 dias, é que nós saímos de uma crise de cinco anos. Nós começamos a recuperar de outubro para cá. O fluxo de caixa do empresário nesse começo do ano era ainda para pagar dívidas do ano passado. De repente, 48 dias fechado, não tem suporte. O empresário não pode ficar sem esse fluxo porque ele tem o funcionário para pagar. Nossa preocupação é com a saúde do empresário”, diz o presidente da Associação Comercial Comercial, Roberto Arutim.

Segundo o prefeito de Barretos, Guilherme Ávila (PSDB), os dados apresentados pela região ao governo de SP apontam que a retomada das atividades no início de junho não influenciou negativamente o comportamento da doença. Ávila discorda do rebaixamento para a fase vermelha ocorrido no fim da primeira quinzena deste mês.

“A cidade de Barretos e a região não deveriam ficar no vermelho, até mesmo porque os números que foram utilizados para levar Barretos à fase vermelha eram de casos e internações anteriores à abertura. Nós entendemos que houve abuso na fase amarela por parte de algumas pessoas, de alguns segmentos, que nós já iríamos retornar, mas os números que levaram Barretos agora para a fase laranja são relativos ao período da fase de abertura. Quando estava mais aberto, nós conseguimos reduzir o número de internações, o número de mortos e o número de ocupação de UTI”, afirmou em uma transmissão pela internet.



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